Wednesday, 20 August 2014

FC Porto 2014/2015

Parece ser a altura ideal para lançar a época do Porto aqui no blogue. Já lá vai uma vitória na Liga e terminou mesmo agora a vitória em França frente ao Lille.
Treinador novo, muitos jogadores novos e sobretudo uma forma de "atacar" o mercado diferente.
Após um ano falhado, onde do treinador à estrutura, muitos erros se acumularam, a reação não se fez esperar e só por isso é bom ver que não se anda a dormir.
Dito isto, o risco é grande neste novo modelo. O Porto apostou muito forte com esta "revolução". Independentemente do que poderá acontecer, o objetivo principal e que interessa é claro: ser campeão. Poderá tudo o resto correr mal, taças, liga dos campeões, relação do treinador com adeptos, zangas, mau futebol, etc., se a liga cair para o Dragão a aposta foi ganha.
No entanto, não haja dúvidas quanto à importância da qualificação para a Liga dos Campeões, mas como escrevi acima, acaba-se de ganhar em Lille, logo a coisa está meia-feita. Financeira e animicamente estar na Champions é um boost de confiança grande (e ter três equipas portuguesas é excelente).
Haver muitos espanhóis a mim pouco me diz, já se teve muitos brasileiros, já se teve muitos latino-americanos, muitos portugueses no passado também, por isso, como o Porto não anda para aí todos os anos a enaltecer a formação e o jogador "tuga", sejam espanhóis ou chineses não me incomoda nada.
O treinador: gosto da postura, gosto que saiba dizer uma frase sem esfaquear muito a gramática, e ao contrário do que já li, tenta falar "portunhol" sempre com os jornalista portugueses, mas a maltinha que manda bocas não se apercebe porque de castelhano não pescam nadinha. Concluindo, gosto destas coisas mas não é importante, os resultados ditarão o meu sentimento final pelo homem. Nota-se que quer um futebol muito diferente do do ano passado, mas resta saber se funciona no Porto. Opções não lhe faltam.
Um pequeno detalhe do momento: colocou Quaresma a 2 minutos de acabar o jogo em Lille, e notou-se que entrou aziado. Se é para testar o caráter do Mustang é uma estupidez. Quaresma é o que é e só interessa tê-lo bem disposto. Não é preciso ser titular sempre, mas metê-lo a 2 minutos do fim é arranjar um problema desnecessário. Mas bom, ele é o treinador e lá saberá o que anda a fazer.
O plantel: os meus medos são o guarda-redes e a forma de defender da equipa. O Fabiano esteve demasiado tempo sem defender, nota-se a instabilidade e acho que nos jogos a doer coisa pode correr mal. A forma de defender da equipa é algo ainda a ver, o Porto joga a toda a largura e isso cria muito espaço. Outra pequena coisinha e a falta de alternativa a Jackson.
Mas bom, começou-se bem e isso é o mais importante.
 

Thursday, 14 August 2014

Rojos de saber


Esta história do Marcos Rojo ainda vai dar muito que falar... Depois dos comentários de ontem de BdC, a Doyen Sports emite hoje um comunicado em que elogia o negócio de Mangala (embora supostamente o FC Porto os tenha tramado... sinceramente estou cada vez menos convencido, desconfio que o FC Porto acordou várias contrapartidas para compensar) e critica ferozmente o comportamento de BdC e do Sporting.

O mais interessante no comunicado são os passos de dança que a Doyen Sports dá porque simultaneamente quer convencer o SCP a vender Rojo e ao mesmo tempo não pode, segundo as leis da UEFA e FIFA, ter qualquer influência nas decisões desportivas do clube. Aliás, no parágrafo 9 do comunicado a Doyen Sports escreve uma barbaridade:

9. O Sporting, como qualquer outro clube que trabalha com a Doyen, não está obrigado a vender o jogador com o qual tem um acordo de partilha de direitos económicos porque isso limitaria a independência do clube ainda que não fosse ilegal essa obrigação.

Pelo contrário meus caros amigos da Doyen, a obrigação para o Sporting de vender o jogador seria inteiramente ilegal e contra todas as regras da FIFA e UEFA. O comportamento correcto e legal é o indicado no paragrafo 6 do comunicado. Um juiz que fizesse uma interpretação mais estreita da lei até poderia achar que este comunicado já é por si uma infração ao direito fundamental do Sporting de decidir unilateralmente sobre o que fazer com o passe do Marcos Rojo. 

O outro ponto com algum interesse aparece no parágrafo 15 do comunicado:

15. Por vicissitudes alheias à Doyen, aproveitamos ainda para esclarecer que mesmo pelo valor da cláusula o Sporting tem os mesmos direitos que tem hoje não recebendo portanto mais dinheiro ou contrapartidas caso a oferta seja de 20 ou 30 milhões, sendo trinta o valor da cláusula de rescisão; 

Eu entendo isto como querendo dizer que o contrato do Rojo deve incluir um valor fixo para o SCP a partir de um certo preço de venda do passe (a partir de, por exemplo, €15 milhões, toda a mais valia vai para a Doyen). Logo as discussões entre o SCP e a Doyen devem incidir sobre desacordos entre valores a retroceder entre as duas partes. O Sporting recusa-se a vender se a Doyen não lhe der uma fatia maior do bolo (como supostamente também aconteceu com o FC Porto e Mangala, excepto que ai os Super-Dragões garantiram que Mangala continuasse a treinar).

De certa forma percebe-se o comportamento das duas partes. O Sporting não quer vender um jogador da categoria de Marcos Rojo para receber apenas €5 milhões e a Doyen Sports agarra-se ao contracto que tem em mão e tenta pressionar o clube a vender. E isto indica também que o sistema inglês é o mais seguro: tendo em conta o risco de ilegalidades e a falta de transparência, a venda de passes a fundos de investimento devia ser simplesmente proibida. Por vezes as soluções mais fáceis são as melhores.           

Thursday, 12 June 2014

FutLOL, Benfica, Sporting, Porto e Seleção

Neste silêncio demasiado prolongado, resta-me antes de mais pedir desculpas. A mim mesmo, aos Canalhas do grupo e aos leitores do blogue.
Dito isto, fica a promessa (com certeza proximamente não cumprida) de regressar mais assiduamente ao blogue.
Fica também o aviso de que este texto será longo e deseja ser um apanhado da época dos três grandes e o lançamento do Mundial da nossa Seleção.
 
FutLOL
 
O FutLOL nasceu como blogue e blogue há-de sê-lo até ao fim. Sem dúvida que o grupo no Facebook trouxe-nos muitos companheiros e tornou-se uma plataforma com algum peso nos últimos tempos. Temos gente que publica e comenta regularmente, e isso é bom. Ao sabor de vitórias e derrotas, um gozo aqui e outro ali, um descarregar de emoções boas e más, tiradas sérias e menos sérias, expressões de ódios de estimação mas sobretudo de paixão pelo tema “bolinha”. É certo que se vive cada vez mais rivalidades pouco saudáveis, que o reconhecimento do mérito dos adversários quando ganham é algo raro, que as arbitragens são sempre contra nós, que o fora do jogo é sempre mal assinalado e o penálti quando não é marcado prejudica sempre o clube que defendemos. Mas julgo que ainda assim, no FutLOL, são mais os que sabem ver as coisas dos que os cegos pela clubite. Mau era que quando ganha o nosso clube não mandemos as nossas bocas (Kelvin, ah saudade), e mau era que quando se perde não sejamos obrigados a engolir umas bocas (Benfica 2013/2014... grrrr). Mas para isso eu, o Vale, o Telmo e o João criámos o FutLOL há vários anos atrás e a nós se juntaram o Joni e o Nuno (o outro Nuno, o Rocha não sei que é feito!).
Que o FutLOL continue, que mais gente connosco partilhe isto de se gostar de futebol, quer no blogue, quer no facebook.
 
Benfica
 
Época quase imaculada. Este Benfica sobreviveu a um ano muito complicado, com uma Liga a escapar no minuto 92, duas finais perdidas de forma dura e uma série de episódios com treinador e jogadores que faziam prever uma derrocada interna. Pois bem, a reacção este ano foi de qualidade alta. É certo que o Porto não deu a luta do costume, mas o Benfica, ao contrário dos anos recentes, fez uma época em crescendo. Mereceu tudo o que conquistou e se fica uma amargura pela serrota na Liga Europa, não é menos certo que consolidou na Europa uma posição de respeito.
 
Sporting
 
Após a pior época de sempre, o Sporting respondeu em grande. Mérito de BdC e Leonardo Jardim. Com uma equipa sem medo e uma dinâmica muito interessante, conseguiu um ano muito positivo. Para o ano as dificuldades vão aumentar mas não restam dúvidas de que serão candidatos aos títulos internos.
A saída de LJ não estaria nos planos mas Marco Silva parece uma ótima escolha.
 
Porto
 
Época má. Sem rodeios. Escolha de treinador falhada e um ano aos soluços. Início até que foi bom, mas a arrogância deitou tudo a perder. Isso e uma falta de rumo pouco normal.
Ninguém melhorou, todos os jogadores desceram de nível, a falta de estabilidade não ajudou e nem a troca de treinador trouxe o aproveitamento desejado.
Do Hélton ao Ghilas, passando por todos os jogadores, a responsabilidade é repartida, mas foi a falta de liderança a principal responsável.
Há novo treinador e só o futuro dirá o que se pode esperar desta equipa. O que é fundamental é a qualificação para a Liga dos Campeões.
 
Seleção
 
A horas do início do Mundial, a minha certeza assenta no “medo” que a nossa Seleção mete a todos. Podemos enumerar as várias fraquezas que temos, mas a experiência acumulada, CR7 e esse “medo”, são armas que nos podem levar longe. O grupo é difícil mas com a cabecinha no lugar, os oitavos chegam e a partir daí é sonhar.

Sunday, 8 June 2014

o meu Mundial

Desculpem as ausências e as intermitências.

Este mundial vai ser do car$%&ho. Não pelas boas razões.
Vai ser o mundial das surpresas. Vai ser o mundial dos empates. Aposto em 50% de empates na primeira fase. Aposto que Portugal e Brasil vão sair antes de tempo. Haverá equipas como Japão , Holanda  ou Bélgica que chegarão longe. Haverá umas Honduras ou similar que chegarão longe....

Infelizmente vamos chegar ao final do mundial a pensar: "podia ter sido tão melhor"...

Vai ser esse o lema. "Se" "e se".... "ou se"....

Sou português...

João Amado

Friday, 23 May 2014

Da última vez que vim ao FutLOL...

O treinador do Sporting ainda era o Leonardo Jardim, e estávamos em 3º, com 38 pontos, a 5 do Benfica. 12 jornadas volvidas, e o Benfica sagrou-se campeão com 7 pontos de avanço sobre o 2º, Sporting.


O Paulo Bento ainda não tinha chamado nem 30, nem escolhido 23.
O Marco Silva ainda estava no Estoril.
A inédita virose que atingiu a cidade do Porto ainda não tinha aparecido (aquela que fez com que diferentes equipas técnicas confudissem nomes de equipas e cidades).

Tentar resumir uma abstinência blogueira de 105 dias, com tanta coisa a acontecer pelo meio, é tarefa para a qual não tenho vontade nenhuma, até porque a época clubística acabou e agora segue-se o Mundial.

A época de clubes acabou... mas para o Sporting recomeçou já ontem.
















O Treinador

Aos 36 anos, o ex-defesa direito do Cova da Piedade, Belenenses, Atlético CP, Trofense, Campomaiorense, Rio Ave, Sp. Braga B, Salgueiros, Odivelas, Estoril Praia Marco Silva chega ao comando técnico do Sporting, para a sua 4ª época como treinador principal de futebol. Acabou a carreira no Estoril, foi dirigente e pegou na equipa ainda na 2ª Liga, sagrando-se campeão em logo em 2011/2012. 

Em 2012/2013, 5º lugar e qualificação para a Liga Europa.
Em 2013/2014, 4º lugar e nova qualificação para a Liga Europa.
E em 2014/2015, pega na equipa com quem não perdeu o ano passado e tem uma tal de Liga dos Campeões para se entreter bem como a exigência de fazer melhor. Fazer melhor não é fazer mais pontos e ficar em 2º outra vez. Ele sabe disso.

Assina por 4 anos, o mesmo tempo que o levou a começar a carreira até à conferência de imprensa de ontem.

4 anos, a diferença de idade que eu tenho do Marco. Isto só pode fazer um gajo sonhar. Alto.

O Marco tem várias coisas que me agradam. A primeira é que fala bem português (sem sotaques, sem atropelos de língua). Depois, tem uma idade óptima para agarrar num grupo de trabalho jovem, facilitando uma relação de proximidade (e ainda deve dar uns toques na bola). Tem também uma coisa que me traz consigo do Estoril e lá bem dentro dele: um brilhozinho nos olhos. Gana, vontade, ambição. O que se quiser chamar. Mas tem. E isso só pode ser bom augúrio para os lados de Alvalade.

Ontem falou-se em títulos. Falou-se em "Vencer, Vencer, Vencer". Falou-se em "Sporting a uma só voz". Falou-se "à Sporting".

Estou curioso para saber que visão terá para o "seu" Sporting. Que (e se) jogadores poderá trazer do seu Estoril. Já terá 2 novos recrutas à sua disposição com avalo da estrutura (Paulo Oliveira e Simeon Slvachev). Tem ainda o laboratório "B" de Alcochete onde nomes como (e por esta ordem) Dramé, Esgaio, Wallyson e Iuri Medeiros deverão ter a sua oportunidade de se mostrar. E ainda os emprestados João Mário (Vit. Setúbal), Rinaudo (Catania) Zézinho (Veria FC), Viola (Racing) e Diego Rubio (Sandnes Ulf). Sem pensar muito, são 9 reforços da casa, sem custos extra. Faltará, depois, encontrar alternativas credíveis à direita e à esquerda da defesa, encontrar mais um (ou 2) avançado com golos nos pés e acautelar algumas saídas que se podem dar pós-Mundial (William Carvalho, Patrício, Rojo, Slimani).

Ah, e o Shikabala.























O Ex-Treinador

Ao ex-treinador, um sincero obrigado. Por tudo. Pelo trabalho de reconstrucção e reabilitação (e reanimação) do clube, dos jogadores e dos adeptos. Foi bom ou foi curto? Foi bom. Mas foi curto. Ou era para ser curto mesmo?

Tivesse o Sporting demorado mais de 24h a apresentar o novo treinador e sentar-me-ía num quarto escuro a pensar em coisas como...

- Será que era mesmo só para ficar um ano e preparar caminho para quem viesse? Era (e sempre foi) esse o plano do Bruno?
- Porquê um contrato "só" de 2 anos, quando o compromisso do Marco Silva já é de 4?
- Porquê a cláusula?
- O Marco Silva terminava o contrato com o Estoril "curiosamente" este ano. Ano em que há "2 semanas" decidiu não renovar com o Estoril e já "esta semana" comprometer-se com o Sporting por 4 anos (para o que falta deste mandato e mais outro)
- Braga, Olympiakos e Sporting: bons desempenhos / contratos por cumprir.

Como disse, obrigado, boa sorte e muitos títulos "nacionais e internacionais". São outros 3M€ que chegam a Alvalade se isso acontecer.























O Presidente

Obrigado. Favor continuar.

Época para limar arestas e afinar processos. Para fazer ainda mais e ainda melhor.

Auditoria (os resultados), Sporting TV (Julho próximo), a nova marca de equipamento (ao que tudo indica é a Macron), Missão Pavilhão e a nova equipa de comunicação - já em funções há sensivelmente 1 mês - (incluído as redes sociais) serão o meu barómetro para análise e crítica.

No plano desportivo passará pelo planeamento da pré-época, o defeso (saídas - estas especialmente - e entradas), a performance no campeonato e na Liga dos Campeões.

Quanto a Sporting, fico por aqui hoje. Haverá muito para falar nos próximos meses e prometo combater o relaxamento e apatia para escrever.

Até breve!

Thursday, 6 February 2014

Os Empates


Os Empates

Ao vivo, vi 3. Em Alvalade. 

1-1 com o Rio Ave, 0-0 com o Nacional (empate, salvo seja) e 0-0 com o Porto.

3 vezes fui a Alvalade, 3 vezes empatámos. Depois do jogo com o Porto, decidi que não volto a meter os pés em Alvalade esta época. Ainda devo ir a Lisboa uma vez antes da época acabar, mas faço questão de marcar vôo para datas em que joguemos fora, só para evitar de cair na tentação.

Bem sei que calhando estar em Lisboa e o Sporting jogar em Alvalade... lá vou ter de ir. É inevitável, mas estou a começar a pensar se não dá menos azar levar o portátil comigo e ver o jogo em stream como faço todas as semanas. Nem sequer quero ver na SportTv ou no café.

Adiante.

Os 2 empates de Dezembro fizeram com que o que escrevi em Dezembro deixasse de fazer sentido num par de dias. O Sporting não se isolou na liderança, "empatou-a" - diferença de 2 pontos para cima e para baixo. E é nesta condição de empatado que vamos à Luz. Mais uma (a fazer lembrar tantas outras) vez(es), fomos incapazes de matar um jogo contra um adversário inferior (Académica), em nossa casa. Sim, há penalty claro não assinalado, mas há que dar e fazer mais.

Os campeonatos (e as equipas) ganham-se me jogos como em Arouca, mas muito mais se ganham fazendo o pleno em casa. E tendo conseguido isso, teríamos mais 6 pontos do que temos hoje.


O Desempate

Empatar significa, entre outras coisas, "tornar indeciso".

Curiosamente, é nesta altura dos jogos que o Slimani é chamado a entrar em acção. O jogo está empatado, indeciso. E ele entra. E tem resolvido.

E é por isso que eu continuo a insistir na mesma tecla. Deixemos a indecisão empatada no balneário, e saltemos para o ringue com a certeza de que vamos ganhar. Logo. Mais cedo. Sem empates ao intervalo (ou até aos 60/65 minutos).

Especialmente em casa. Onde temos de ser, obrigatoriamente, mais fortes. Mais capazes. Mais.

A receita original do Jardim, com 2 extremos bem abertos e um André Martins a pressionar alto com o Montero, foi resultando enquanto foi surpresa. A receita A expirou, e a receita B é, agora, a que ainda consegue baralhar as defesas adversárias. Aquela em que temos menos probabilidades de empatar. Ficamos mais perto de marcar do que sofrer. E isso só pode ser muito bom.

O Resto (e os Reforços)

Com a eliminação da Taça de Portugal e da Taça da Liga (independentemente do que é que quer que venha  a ser decidido nos próximos dias), ficam a faltar 13 jogos até final da época. 13 míseros jogos. Uma seca.

7 fora: Benfica, Rio Ave, Setúbal, Marítimo, Paços de Ferreira, Belenenses e Nacional.

6 em casa: Olhanense, Braga, Porto, Guimarães, Gil Vicente e Estoril.

Recapitulando o que escrevi em Setembro...
1) Campeonato  
Realisticamente, será jogo a jogo. A Liga Europa é o mínimo exigível. A Liga dos Campeões terá de ser considerada lá para Dezembro, quando se tiver uma ideia clara do que o plantel vale(rá) e do que pode(rá) fazer até Maio. Falar em título é um disparate. 
Contudo, o futebol é um desporto tramado. Acho impossível almejarmos a mais do que um 2º lugar (com um dos outros 2 a ter uma época super irregular), mas ainda tenho de reserva o tal 0000000,1% de crença que, conjugando-se 50.000 factores diferentes, podemos ter uma hipótese. Adiante.  
2) Taça de Portugal + Taça da Liga 
Lutar pelas duas até ao fim.

Resta o primeiro. O contexto leva-me a pensar que a % talvez tenha melhorado e o número de factores diferentes tenham sido reduzidos. É possível. É alcançável. É o único título em disputa. Quanto ao objectivo (Champions), esse virá por arrasto.

O 3º lugar está praticamente garantido. O 2º ou o 1º, só esperando.

Qualquer que seja o desfecho em Maio, ter ganho a Taça de Honra da AF Lisboa nesta época de renovação de espírito verde-e-branco, não deixa de ser simbolicamente importante.



















(da esquerda para a direita)

Héldon, conheço e gosto. Leva 11 golos em 21 jogos em toda a época, o que dá uma média muito interessante comparada com os nossos extremos. É, tão só, o 3º melhor marcador do campeonato atrás do Montero e do Jackson. Para mim, entra de caras no 11. Serve de alerta para um Capel que anda apagadinho, um Wilson que é útil mas curto e um Carrillo que me enerva progressivamente mais e mais. Se joga enerva-me. Se não joga é porque enervou o Jardim durante os treinos, logo, eu enervo-me também. Quanto ao Mané, que vá entrando, que vá animando as bancadas, mas jogos a titular como contra a Académica, ainda não, sff.

E é por isso que queria ver um trio de ataque assim: Slimani - Montero - Héldon. E já na Luz. Sem medos. Ainda para mais, esta noite sonhei que o Héldon marcava na Luz. Que assim seja, que assim se cumpra.

O rapazinho alto (1,92mt)  é o Matías Perez. Lembro-me de o ver no Mundial de sub20 em Julho (sobre o qual escrevi aqui), mas não me lembro de ficar especialmente impressionado. É uma aposta para o futuro, tem 19 anos e se for tão bom como compatriota Carlos Gamarra, fico muito contente.

Não conheço o Shikabala e ainda não me dei ao trabalho de ir ver o "melhor golo de sempre de todo o mundo" que está no YouTube. Conheço-lhe a (má) fama e pouco mais. Terá uns minutitos para se mostrar até final, mas com as 3/4 semanas que o Jardim já lhe reservou no laboratório, não passará de um reforço para a próxima época.

Lewis Enoh. Avançado ex-Sourense, já fez um par de jogos pela equipa B, tendo COMETIDO 2 faltas para penalty. Falta marcar golos. Estampa tem. Vícios de regionais e destritais, também, pelos vistos.

Ousmane Dramé. Outro que não sei. Muito famoso o tal assalto e fuga de bicileta. Que corra muito. Que não tenha sido um equívoco. Mais um para perceber em 2014/2015.

Até um dia destes.

Monday, 20 January 2014

O poder da simetria

Fui ao Dragão ver o (primeiro jogo do Quaresma para a liga) Porto. Meia casa julgo eu, algum frio, um golo do Jackson e dois outros belíssimos. Um jogo sem grande história a não ser a de tirar as conclusões óbvias de que a simetria ainda é a base de se montar uma equipa de futebol. Escrevi-o desde o início. O Porto jogou pela primeira vez com dois extremos abertos (Licá, não me lixem, não é extremo, é bom rapaz), um 10 e um 9. A vinda de Quaresma, nem que seja só por obrigar o treinador a lá metê-lo mais ao Varela, é uma boa notícia por si só. A outra é porque mesmo sem ritmo, desequilibra 98% dos defesas do campeonato. Mas bom, faltam coisas a este Porto, muitas já faladas e escritas, mas se o PF não complicar, a partir de agora faltarão menos.
 
Ps - 10 segundos antes de Carlos Eduardo fazer aquele golo à Zidane, tirou um adversário do caminho... à Zidane, com uma simulação de corpo linda... comentei assim mesmo com o meu amigo no estádio... depois fez o que fez. Claro que Carlos Eduardo não é Zidane, mas há ali qualquer coisinha...

  
 

Wednesday, 8 January 2014

Benfica-Porto

Vou estar a trabalhar na hora do Benfica-Porto no domingo. Perco um dos grandes jogos e a oportunidade de finalmente ver um jogo na BenficaTv (o que esperar dos comentários?).
Em semana de luto pelo Eusébio o jogo ganha ainda mais interesse.
Nenhuma das equipas está a convencer e não foram as goleadas da Taça que alteraram a situação. Mas curiosamente ambas estão no topo juntamente com o Sporting que de longe tem jogado mais e melhor. Ou pelo menos tem mostrado uma ideia. Benfica e Porto andam longe de uma ideia, embora por razões diferentes. Parece-me que o Benfica sofre do mal típico de Jesus que prefere apostar mais no momentum do que na sustentabilidade. O Benfica é sempre uma equipa a jogar no limite, incapaz muitas vezes de gerir o jogo quando as coisas não funcionam.
O Porto deste ano tem tido o problema da apatia, da previsibilidade.
Ambas parecem ter melhorado no último mês, mas ainda é cedo para se perceber o que será o resto da época. Não será este jogo que vai definir esse resto, até porque um clássico foge aos momentos. Não deixa de ser um jogo importante para a confiança, mas se virmos o que aconteceu ao Porto depois de vencer o Sporting, acho que podemos tirar a conclusão óbvia que este ano há que manter a guarda até ao fim.
 
Dado semi-importante: Ricardo Quaresma. Sim, incógnita total, mas se houve jogos em que ele respondeu presente foi nestes. Será para entrar caso as coisas estejam empenadas.
 
 
 

Monday, 6 January 2014

A obra-prima de Eusébio

Um dos obituários do Eusébio tinha um link para um resumo curto do Portugal – Coreia do Norte, do campeonato do mundo de 1966. Já tinha visto algumas imagens do jogo mas o Youtube é realmente um poço com tesouros fantásticos.


(1) o comentador é absolutamente fantástico, calmo, mais british era impossível. Eu imagino-o com um chapéu raso, casaco pele de ovelha e cigarro no cinzeiro quando diz “Only Eusébio can save Portugal”. 

(2) Não tenho palavras para descrever quão mau parece ser o guarda-redes de Portugal, o José Pereira (titular em todos os jogos do mundial excepto o primeiro). Vejam bem os golos concedidos aos 21s e sobretudo aos 40s. No primeiro reage ao remate à entrada da área com a velocidade de uma tartaruga de pernas para o ar (gosto sobretudo do pequeno salto para dentro da baliza, DEPOIS da bola já lá estar). No segundo sai da baliza como um touro enraivecido, falha completamente a bola (aí por dois metros...), consegue regressar à baliza e tocar ligeiramente noutro cruzamento, empurrando a bola directamente para o jogador coreano. Agora percebo melhor porque é que o Lev Yashin era tão apreciado. 

(3) O contra ataque da Coreia do Norte ao 1m35 mostra como o futebol era diferente há cinquenta anos. O jogador coreano basicamente finta um central (o que está ele a fazer ali, será que o David Luiz estava em campo?) e tem 75 metros pela frente apenas com um defesa e o guarda-redes. Eu acho que se tivéssemos uma máquina do tempo e colocássemos o José Mourinho em 1966 ele ganhava o campeonato do mundo com qualquer uma das equipas qualificadas. Mas era capaz de ficar sem cabelo quando visse os guarda-redes... 

(4) Os penaltis do Eusébio são absolutamente indefensáveis. Se a bola vai enquadrada nenhum guarda-redes do mundo (actual, nem sequer falo da altura) defende. O primeiro então lembrou-me o penalti do Zidane contra Portugal na meia-final do Euro 2000. Minuto 129. Dois passos. Bola no canto superior. 

(5) Gosto das celebrações de golos simples do antigamente. Era tudo mais sóbrio mas apesar disso feliz. Agora há mais berros, danças e gestos mas parece-me ser sobretudo alívio e não alegria. Vejam só aquele saltinho comum após o quinto golo do Augusto aos 3m32. Pura felicidade infantil. (Apreciem também a defesa da Coreia do Norte nesse golo, o José Augusto não tem ninguém por perto dentro da pequena área dos coreanos! E isto num canto defensivo! Os anos 60 eram outra coisa.) 

(6) E talvez o mais óbvio, o Eusébio foi um fora-de-série, um goleador único, o melhor jogador africano de todos os tempos e este jogo é muito provavelmente a sua obra-prima. Os adversários podiam não ser os melhores mas tendo em conta a pressão, o momento, o sangue frio necessário, isto é o Sign of the Times, a Mona Lisa, Os Maias do Eusébio. As alegrias foram para nós todos, portugueses, e a isso apenas se pode dizer Obrigado.

Wednesday, 11 December 2013

Querido Líder...

Ainda pensei escrever "Querido Pai Natal...", "Querido Leonardo Jardim..." ou até mesmo "Querido Bruno de Carvalho...", mas parece-me que a opção tomada para título do post resume per se tudo o que vou dizer abaixo.

Capítulo I | A Liderança

A liderança.

Faltam 18 jogos para o fim do campeonato e o Sporting arrisca-se a dobrar o calendário em 1º lugar. Isolado. Reconhecidamente merecedor da posição que agora ocupa.

Até à 2ª volta, é este o calendário do Sporting:

Belenenses (casa)
Nacional (casa)
Porto (casa / Taça da Liga)
Estoril (fora)
Marítimo (casa / Taça da Liga)

Contas feitas, são 6 jogos, 4 deles em casa. É vital, como já foi em Barcelos, somar os 3 pontos nos próximos 2 e evitar que a margem conseguida para Porto e Benfica seja reduzida. Por ventura, até poderemos vê-la aumentada mediante um qualquer deslize dos nossos adversários.

O Benfica faz os 2 próximos jogos fora: Olhanense e o ainda invicto Vitória de Setúbal desde que o Couceiro assumiu o cargo. O Porto vai a Vila do Conde para depois receber o Olhanense. Depois há Taça da Liga, que servirá para aferir o estado mental de Sporting e Porto. E depois, sim, há Porto - Benfica a 12 de Janeiro, no fim de semana em que o Sporting vai a Estoril.

No horizonte mais próximo, acreditando que o bom percurso em casa continuará nos próximos 2 jogos, é esse 2ª fim-de-semana do novo ano que o Sporting pode, efectiva e finalmente assumir um novo objectivo para o resto da época.

Capítulo II | Os Objectivos

E esse novo objectivo a partir do jogo com o Estoril, fora, deverá ser só um:

Ganhar o primeiro jogo da 2ª volta contra o Arouca, fora.

E depois do Arouca, o próximo jogo. E depois do próximo jogo, o outro jogo que se segue. E depois do jogo que se seguiu, o que vem aí. E por aí fora.

Em equipa que ganha não se mexe. Em objectivos que se definem, também não. Especialmente quando, em 12 objectivos, só por 2 não se atingiu parcialmente e por 1 em absoluto. Ainda assim, e como há mais equipas no campeonato,os objectivos (maiores) dos outros não têm sido atingidos com a eficácia de outros anos. O que é bom.

Mas continuemos a falar de objectivos, preferencialmente os (que já foram) atingidos:

Um Presidente Sportinguista que ama o clube tão ou mais que os outros anónimos e comuns adeptos.
Um Presidente Sportinguista que defende, como prometeu, o clube intransigentemente.
Um Presidente e uma estrutura assente em 3 S's: Sportinguista, Sólida e Solidária.
Um Presidente e uma equipa técnica competentes.
Um grande Treinador.
Um grande Capitão (já lá vamos mais à frente).
Um grupo de jogadores com vontade, com talento e com potencial.
Um renovado fulgor em Alvalade e nos minis-Alvalade cada vez que jogamos fora.
Uma Curva Sul como dantes. Ou melhor até.

Parecem conquistas pequenas, coisas e detalhes essenciais ao sucesso de um clube grande, um fim para o qual o Sporting foi fundado e fez por merecer, porém, tão injusta e (in)compreensivelmente atraiçoado (já lá vamos no Capítulo III) por quem se dizia Sportinguista.

Capítulo III | A Promessa

Parece-me sintomático e quase milimetricamente sincronizado que, tão só 2 dias depois do Sporting chegar à liderança do campeonato e pela primeira vez com esta estrutura, uma das principais e mais importantes promessas feitas na campanha eleitoral seja finalmente cumprida:

A Auditoria de Gestão aos últimos 18 anos. Com arranque marcado para dia 2 de Janeiro, é este o programa de festas:
  • Fase 1: Mandato de Luiz Godinho Lopes (27/03/2011 a 27/03/2013) e Gestão Imobiliária dos últimos 18 anos – 2 de Janeiro a 2 de Março de 2014
  • Fase 2: Mandato de José Eduardo Bettencourt (06/06/2009 a 26/03/2011) – 2 de Abril a 2 de Junho de 2014
  • Fase 3: Mandato de Filipe Soares Franco (19/10/2005 a 05/06/2009) – 2 de Julho a 2 de Setembro de 2014
  • Fase 4: Mandato de António Dias da Cunha (01/08/2000 a 18/10/2005) – 2 de Outubro a 2 de Dezembro de 2014
  • Fase 5: Mandato de Pedro Santana Lopes e José Roquette (02/06/1995 a 31/07/2000) – 2 de Janeiro de 2015 a 2 de Março
O (caminho para o) sucesso desportivo está traçado e o método e as escolhas feitas, têm-nos dado razão. As glórias virão com o tempo, com a certeza que tudo foi feito com o superior interesse em defender o clube.

É agora o momento. É agora a altura de perceber o porquê de tanta coisa ter sido como "foi" e não o que "poderia ter sido".

Agora que estamos mais juntos. Agora que estamos mais unidos.

Agora que o SPORTING É NOSSO. Outra vez.

Capítulo IV | A Bebida

Termina o jogo no pequenino mas funcional e bonito Estádio de Barcelos (um exemplo). Vitória boa, segura, apesar do 1-0 arrastar-se mais tempo do que desejávamos. Mas segura, desde o 1º minuto. Será certamente muito chato para um adversário enfrentar outro que sabe exactamente o que quer fazer. E mais ainda será ver que o adversário consegue (quase) sempre fazê-lo. Foi isso que aconteceu.

E é por isso que tenho andado a trocar a cerveja por chá quando dá o Sporting. Já não preciso de justificar o nervo e ansiedade com uma bebida alcoólica. Tantas vezes o fiz o ano passado. Dei goleadas à minha própria sobriedade a ver o Sporting de 2012/2013. E no fim de demasiados jogos, por breves momentos, tudo me parecia (mais ou menos) bem, apesar do resultado, "que se lixe, ao menos bebi".

Agora é chá. Para apreciar. É uma forma de me sentir mais perto do estilo de jogo do William de Carvalho.

Capítulo V | O Capitão e Líder

Termina o jogo em Barcelos. 2-0. Líderes. Isolados. Equipa a festejar no relvado, bancada em êxtase, jogadores a despirem cada peça e roupa e a dá-la aos adeptos. E depois... uma imagem que me vai ficar gravada o resto da época e, potencialmente, toda a vida.

O Capitão. O Líder. A sorrir. Sorriso largo. Um abraço longo e forte a Jardim. A afirmação de que a equipa é a prioridade. Que o grupo deixou de ser um plantel para ser uma família. A certeza de que um capitão é muito mais do que aquele que leva a braçadeira e escolhe o lado do campo ou o primeiro pontapé na bola.

Desta vez optei por deixar o post quase nu de imagens para dar o mais do que merecido destaque a uma das figuras desta época para mim. O Capitão. O Líder. Não está desaparecido em combate. Anda só invisível em campo. Um senhor no banco e no balneário.

Continuo a achar que não me enganei quando o defini desta maneira, ao fim dos primeiros jogos de verde e branco:


"SINÓNIMOS"

O OBRIGADO do post de hoje é para ti, Capitão e Líder, Fito Rinaudo.


Saturday, 7 December 2013

A progressão

Passado algum tempo em silêncio, parece-me boa altura vir escrever sobre o Porto. Fazê-lo horas antes de jogar em casa frente ao Braga pode ser arriscado, sobretudo devido ao ciclo negativo que a equipa atravessa e percebendo claramente que um resultado que não seja a vitória coloca Paulo Fonseca numa situação muito difícil. Diga-se também que foi o próprio PF que se colocou em tal posição.
Dois momentos definem este Porto 2013/2014 até agora: a pré-época e a vitória frente ao Sporting.

No primeiro momento vimos um Porto de dinâmica elevada, de futebol vertical e rápido, jogadores como Iturbe e Kelvin a jogarem vários minutos.
Acabada a pré-época aconteceu um retrocesso inexplicável. Jogadores rápidos desapareceram e regressou-se ao que parecia ser a herança Vítor Pereira. Não falo do duplo pivot que apenas aconteceu em dois ou três jogos e que nada tem a ver com os problemas da equipa. Fernando tanto pode jogar sozinho como pode jogar acompanhado, isso são detalhes que agradam a alguns mas que para mim conta pouco neste Porto. Fernando joga melhor sozinho sim senhor, mas isso não significa que a equipa só por isso jogue bem, está provado pelos resultados últimos.
O segundo momento foi a vitória merecida frente ao Sporting. Inchou-se depressa demais. Ter vencido o jogo bem, fez crer que este seria um ano mais natural. Esqueceram-se é que a naturalidade com que o Porto tem ganho exige sacrifício e qualidade. E mais, PF chamou a si essa arrogância com o "bem disse que a equipa estava em franca progressão"... pois estava, e pelos vistos, esgotou-a!


Querer fazer crer que o porblema se resume à finalização é outro mito. O problema único do Porto é a dinâmica de jogo. Dinâmica no futebol só se consegue com largura e com profundidade na altura certa. Ora, sobre a largura o Porto joga manco, quer por apenas ter um extremo de raíz a jogar, quer por ter apenas um defesa lateral que sobe a sério. Profundidade na altura certa é inexistente. O Porto tornou-se uma equipa incapaz de se impor face a linhas baixas, incapaz de destabilizar essas linhas, logo não encontra espaço para profundidade.
O quadro não é bom mas também não é negríssimo. Continuo a achar que os melhores jogadores vestem de azul e branco (essa foi sempre a real vantagem face aos adversários, por muito que a comunicação social exalte jogadores da 2a circular todos os dias), que há no plantel, opções suficientes para se ser Tetra Campeão Nacional, mas é necessária uma mudança de dinâmica.
Não sou dos que crê em chicotadas psicológicas no Porto, mas julgo que a receita de colocar a treinador homens sem grande currículo poderá estar a esgotar-se.
A vinda de Quaresma não sei se entrará nestas contas de dinâmica, mas pelo menos dá para animar a equipa.

Concluindo: o pragmatismo vai voltar a reinar, não é este ano que procurarei como adepto o deleite de um futebol espectacular como o do tempo de Villas Boas, mas antes o calvário de jogar para oresultado dos tempos de VP. Começa já hoje com o Braga.

Saturday, 30 November 2013

Pelos caminhos de… Nova Zelândia.

A “New Zealand Football” (NZF) é a federação de futebol da Nova Zelândia. Este nome só lhe foi dado a partir de 2007, quando o “soccer” foi substituido por “football”. Foi fundada em 1891 e tornou-se membro oficial da FIFA em 1948. Foi também um dos membros fundadores da Confederação de Futebol da Oceânia (OFC).
A NZF coordena as sete associações regionais de futebol existentes no país, as selecções nacionais sénior e júnior masculinas (cuja alcunha é “All Whites”), a selecção feminina (cuja alcunha é “FootballFerns”) assim como as ligas nacionais masculinas e femininas.
Os “All Whites”
O primeiro jogo internacional da Nova Zelândia foi em Dunedin, no antigo estádio “Caledonian Ground” a 23 de Julho de 1904 contra uma equipa da Nova Gales do Sul, da Austrália. A Nova Zelândia perdeu o jogo por um único golo mas empatou 3 igual no “Athletic Park”, em  Wellington, sete dias mais tarde.
No ano seguinte, jogaram contra uma equipa de jogadores de Wellington, a 10 de Junho, antes de embarcar num tour pela Austrália durante o qual disputaram onze jogos, incluindo três jogos teste novamente contra Nova Gales do Sul. Os resultados destes últimos foram um 1X2…
Esta selecção não voltou a jogar até 1921, quando efectou 3 jogos internacionais oficiais contra a Austrália, no estádio de “Carisbrook”, em Dunedin (3-1), no “Athletic Park”, em Wellington (1-1), e no “Auckland Domain”, em Auckland (3-1). Os dois últimos locais não são estádios mas sim parques no meio das cidades de Wellington e Auckland…
Apesar do número significativo de praticantes, o futebol na Nova Zelândia tem de competir com outros desportos, como o rugby e o cricket, tanto a nível financeiro como a nível de exposição mediática. O desempenho da selecção nacional é também afectado pela qualidade da liga nacional, a “New Zealand Football Championship”, que só existe desde 2004.

Desde os anos 90 que o futebol universitário dos Estados Unidos tem desempenhado um papel importante no desenvolvimento dos jogadores neozelandeses. Esta influência começou quando o antigo internacional escocês Bobby Clark regressou aos Estados Unidos depois da sua passagem pela Nova Zelândia nas épocas de 1994 a 96 para treinar a equipa de futebol da universidade de Stanford (ocupa actualmente o cargo de treinador da equipa da universidade de Notre Dame). Bobby Clark começou por recrutar jogadores na Nova Zelândia e antigos internacionais neozelandeses como Ryan Nelsen e Simon Elliott jogaram em Stanford. A tendência iniciada por Bobby Clark continuou até ao presente: mais de duas dúzias de neozelandeses jogam presentemente na “NCAA Division I” dos Estados Unidos.

A evolução normal da carreira destes jogadores é alcançar um lugar na “Major League Soccer” americana. O jornalista Brent Latham da ESPNsoccernet chegou mesmo a especular num artigo de Março de 2010 que a selecção da Nova Zelândia para o Mundial de 2010 teria mais jogadores da MLS do que os próprios Estados Unidos… Mas tal não aconteceu, já que apenas um jogador neozelandês da MLS foi convocado para esse Mundial.

A Nova Zelândia costumava competir contra a Austrália pelo melhor lugar na OFC nas qualificações para o campeonato do mundo. No entanto, desde que a Austrália se juntou à Confederação de Futebol da Ásia, que a Nova Zelândia deixou de ter adversários à altura…  A selecção foi campeã da taça da OFC em 1973, 1988, 2002 e 2008 (por curiosidade, o Tahiti ganhou a taça da OFC em 2012 e a Nova Zelândia ficou em terceiro…).

Desde 2010, o equipamento da selecção nacional é composto por camisola, calções e meias brancas (foi utilizado pela primeira vez num jogo contra o Taipé Chinês). O equipamento alternativo é todo preto e a Nike é a actual marca do equipamento. Um feto prateado, símbolo da Nova Zelândia, aparece na camisola. O facto de jogar toda de branco deve-se a um regulamento antigo da FIFA que reservava o preto para o equipamento dos árbitros internacionais.

A alcunha de “All Whites” foi dada à equipa em 1981, durante a fase de qualificação para o Mundial 1982, onde viriam a estar presentes, pela primeira vez.

É também, obviamente, um trocadilho com o nome da equipa nacional de rugby, os “All Blacks”. Os apoiantes da selecção são os “WhiteNoise”.

O melhor marcador dos “All Whites” de sempre é Vaughan Coveny, internacional de 1992 a 2006, com 28 jogos e 64 golos marcados. O jogador com mais internacionalizações é Ivan Vicelich (87 jogos) tendo a sua estreia acontecido em 1995. Ainda se encontra no activo, mas apenas marcou 6 golos.

A maior vitória foi sobre a selecção das Fiji, por 13-0, a 16 de Agosto de 1981 e a maior derrota foi contra a selecção da Austrália, por 10-0, a 11 de Julho de 1936.

No Mundial de 2010, na África do Sul, a Nova Zelândia conseguiu o seu melhor resultado a nível de selecções quando empatou 1 a 1 com os então campeões do mundo, a Itália. Shane Smeltz marcou ao minuto 7: a primeira vez que a Nova Zelândia conseguiu estar à frente do marcador num campeonato do mundo. Foram também a única equipa que não sofreu nenhuma derrota no Mundial de 2010, mas isso não lhes serviu de muito…


O “New Zealand Football Championship”

Onze grupos de equipas submeteram pedidos para criar equipas em franchise. Os bem sucedidos foram anunciados a 7 de Abril de 2004: “Auckland City FC”, “Canterbury United”, “Napier City Rovers”, “Otago United”, “Team Wellington”, “Waikato FC”, “Waitakere United” e “YoungHeart Manawatu”. 

Os “Olé Madrids”, os “East Auckland” e a “Team Bay of Plenty” foram excluídos. Os “Western Suburbs”, o clube associado à “Olé Academy”, é agora um dos principais membros do franchise da equipa “Team Wellington”.

O primeiro jogo da competição deu-se a 15 de Outubro de 2004, onde o “Auckland City FC” derrotou os “Napier City Rovers” por 3-1 no estádio de Park Island, em Napier. A equipa de Auckland também ganhou o ultimo jogo da época inaugural, contra o “Waitekere United”, tornando-se o primeiro campeão da NZF Championship. A equipa de Auckland ganhou também a final das duas épocas seguintes, criando a primeira dinastia vencedora.
Na segunda época o “Napier City Rovers foi rebaptizado “Hawke's Bay United”, sendo a equipa gerida pelos clubes da região de Hawke's Bay. Nesta época, o “Auckland City FC” foi a primeira equipa da NZFC a ganhar a “OFC Champions League”, derrotando uma equipa da Polinésia Francesa, o “AS Pirae” por 3-1.
A NZFC tem sido dominado pelo “Auckland City FC” e pelo “Waitakere United”. Ambas disputam O DERBY de Auckland.
Actualmente, a liga nacional é conhecida por “ASB Premiership” (devido ao patrocinador) onde se disputam vários torneios, tal como a “Chatham Cup”. A “ASB Premiership” joga-se durante o verão, com oito equipas e é considerada uma liga de futebol amadora.
A “ASB Premiership” ocorre à parte das várias competições regionais de clubes durante o inverno, sendo que muitas das equipas que competem na Premiership são os franchises dos clubes que jogam no inverno.
As competições de inverno são:

Na “ASB Premiership” as oito equipas jogam umas contra as outras duas vezes, em 14 jornadas (no passado, jogavamm três vezes em 21 jornadas, antes das dificuldades financeiras de algumas equipas). No final da época, as melhores quatro equipas seguem para os playoffs onde as meias finais são a duas mãos, progredindo as equipas vencedoras para uma final.
Os playoffs foram inicialmente jogados num sistema a três, sendo que o vencedor da liga tinha um lugar garantido na final e o segundo e terceiro lugares tinham de disputar um jogo a eliminar.
Na época de 2005/2006, o playoff foi disputado com 5 equipas mas reverteu para 3 equipas nas épocas de 2007/2007 e 2007/2008.
A equipa que vence a Premiership e a equipa que vence a final dos playoffs são apuradas directamente para a Champions League da OFC. No caso da equipa ser a mesma, o segundo lugar da Premiership apura-se directamente. Na época de 2007/2008, o “Waitakere United" ganhou a liga e a final e o “Auckland City FC”, segundo da liga foi apurado, tendo no entanto a “Team Wellington” disputado a final dos playoffs.
Como não existem outras divisões, não há descidas nem subidas de divisão, à semelhança do que acontece nas ligas australiana e americana.
O “Wellington Phoenix FC”

Uma equipa neozelandesa, o “Wellington Phoenix FC”, joga na “Hyundai A-League” da Austrália, esta sim, uma liga de futebol profissional.
Depois dos “Football Kingz” (2005/06) e dos “New Zealand Knights” (2006/07) se terem extinguido, era por demais evidente que a Federação de Futebol Australiana (FFA) iria eliminar o lugar reservado a uma equipa neozelandesa na “Hyundai A-League”, a primeira competição profissional de futebol de toda a Australasia.
Em 2007, o futebol profissional na Nova Zelândia foi salvo por um empresário de Wellington, Terry Serepisos, e pela “Century City Football” que conseguiram um contracto de três anos para competir com uma equipa de futebol na liga acima referida. Conseguiram convencer a FFA de que um clube profissional de futebol “do outro lado da vala” podia sobreviver.
No dia 26 de Agosto de 2007, a primeira equipa de futebol profissional de sempre de Wellington, o “Wellington Phoenix FC”, empatou com a equipa mais forte da “A-League”, o “Melbourne Victory”, no “Westpac Stadium”, por 2-2.
Desde então, os “Phoenix” foram crescendo e tornando-se mais fortes: 500 000 pessoas já assistiram aos jogos em casa, em Wellington, da A-League; os recordes de assistência de um jogo de futebol na Nova Zelândia foram quebrados por duas vezes quando os "Phoenix" defrontaram os “LA Galaxy” de David Beckham em 2007 e aquando das finais dos playoffs contra os “Newcastle Jets”, em 2010; os “Phoenix” chegaram aos playoffs da A-League por duas épocas consecutivas.
Para terminar este post, devo dizer que andei desalmadamente à procura de uma camisola oficial dos “All Whites”, mas sem sucesso… Pelo que comprei uma dos “Wellington Phoenix FC”, convencido de que era de uma equipa do campeonato neozelandês. Foi só quando os vi na televisão que percebi que tinha de investigar mais…

Monday, 18 November 2013

O Belém na década 10

Caríssimos,

Devo aos meus colaboradores um pedido formal e público de desculpas por não "postar" neste blog há tanto tempo. Entre falta de tempo, preguiça e sucesso de futlol no Facebook, a verdade é que me custou acreditar na sobrevivência do blog. Independentemente das minhas inseguranças, apercebi-me que estava em falha, mas sobretudo comigo e para com o meu Belém! Assim prometo reactivar a minha participação mais regular (nem que seja uma vez por mês) neste melhor blog do mundo. Começo com um pequeno resumo do que foi o Belenenses nos últimos anos.


O Belenenses desceu com mérito injustamente à segunda liga depois de o ameaçar fazer várias vezes ter sido empurrado pelo sistema para tal, durante a primeira década do século 21. Tirando os dois anos de Jesus em Belém (contrariamente à história, não acabou em crucificação), ficámos sempre entre o medíocre e o mau.
Na segunda liga passámos 2 anos difíceis em que o clube esteve à beira da morte, financeiramente e desportivamente. Salvaram-se as exibições de Miguel Rosa, provavelmente o melhor jogador do Belenenses dos últimos anos.
Ao terceiro ano, tudo, mas mesmo tudo correu bem. O ínicio de época no fuzileiros permitiu uma camaradagem nunca antes vista nos lados do Restelo, com um grupo de jogadores oriundos das divisões secundárias de Portugal e poucos estrangeiros. Com Van der Gaag (sempre o admirei como central), e um tripeiro como dono da Sad,  Os Belenenses jogaram um futebol prático, apenas pensando no resultado final e muito objectivo. Tivemos sorte em alguns jogos, beneficiados em alguns jogos, mas morteiros em quase todos.

Muito facilmente e atempadamente chegámos à visão da primeira liga. Reforçamos ligeiramente o plantel (o regresso de Miguel Rosa e dois islandeses muito bons de banco  interessantes) e fomos para a luta. 
4 jogos sem ganhar e já os velhos do Restelo vaticinavam o fim do mundo. Depois dum ligeiro ataque cardiaco do nosso treinador, a equipa começou a amealhar pontos e desde então não perdeu, conquistando pontos na Luz e frente ao FCP, dando boa réplica, futebol acertado e objectivo. A partir de agora, vale tudo, mas o nosso campeonato é a manutenção e chatear os 3 grandes.
Deixar só a referência de alguns jogadores. Matt Jones na baliza, Kay na defesa e Miguel Rosa no meio e Fredy são 4 jogadores que estão acima da média, no Belém. Mas é o colectivo e a força psicológica que tem reforçado a posição do Belenenses, no que se espera ser uma boa base para os próximos anos. Não esquecer o pagamento de dívidas e dos jogadores a tempo e horas. Um bom trabalho de restruturação iniciado por João Almeida e completado por Rui Pedro Soares, o tripeiro que paga o leme do Belém.

Vamos em frente que o resto é conversa.

Joka Serpentina